Pular para o conteúdo principal

Metrology Systems Brasil

Máquina e instalações de fabricação de papel em fotografia publicada pela FLIR
Segmentos industriais · Papel e celulose

Termografia para papel e celulose: mais visibilidade para uma operação contínua

Soluções FLIR para manutenção, confiabilidade, processo e utilidades em fábricas de papel, celulose e embalagens. Combine inspeção térmica portátil, monitoramento fixo e imagem acústica conforme o desafio da sua operação.

ProcessoPadrões térmicos e qualidade
ConfiabilidadeCondição dos ativos críticos
UtilidadesInvestigação de perdas
HistóricoImagens e documentação
Visão geral

Uma fábrica contínua pede informação com contexto

A termografia na indústria de papel e celulose amplia a visibilidade sobre equipamentos e etapas do processo. O valor da inspeção está em transformar uma imagem em informação comparável: onde ocorreu o desvio, em qual condição de produção e como ele evolui. Isso ajuda a orientar a análise técnica e a priorização da manutenção.

Câmeras térmicas portáteis acompanham rotas elétricas e mecânicas e verificações de utilidades. Câmeras térmicas fixas observam regiões selecionadas ao longo do tempo. Câmeras acústicas localizam fontes ultrassônicas associadas a vazamentos pressurizados e, conforme o modelo e a aplicação, falhas mecânicas ou descarga parcial.

A escolha deve partir da pergunta da fábrica: acompanhar o comportamento térmico da folha, investigar a condição de um mancal, localizar perdas de ar comprimido ou construir um histórico de ativos. As tecnologias se complementam e precisam de referências, procedimentos e validação no cenário real.

Aplicações por área da fábrica

Enxergue a operação além da máquina de papel

Uma planta de papel e celulose reúne processos e equipamentos com necessidades diferentes. Organizar a inspeção por área ajuda a definir responsáveis, pontos de observação e informações que devem acompanhar cada imagem. O mapa abaixo orienta a seleção inicial; os ativos reais e os procedimentos da unidade determinam o escopo.

Preparação de massa e movimentação de material

Comece pelos conjuntos de acionamento e equipamentos auxiliares que sustentam essa etapa: motores, redutores, mancais e bombas acessíveis. A comparação térmica pode mostrar diferenças entre conjuntos equivalentes e orientar uma investigação mecânica. Registre a condição de produção, o produto em processamento e a posição do ponto para que a próxima visita encontre a mesma referência.

O objetivo da câmera é observar superfícies e componentes com visada. Ela não determina a composição da massa nem revela automaticamente o estado de peças internas. Para os achados, associe o registro térmico às informações da operação e aos outros métodos de manutenção utilizados pela fábrica.

Formação, prensagem e secagem

Nessas áreas, vale separar duas perguntas: como os equipamentos estão se comportando e como o padrão térmico observado no processo varia. Rotas portáteis podem documentar componentes mecânicos e trechos acessíveis; uma câmera fixa pode ser avaliada quando uma região precisa de observação frequente. A instalação depende de espaço, proteção e visibilidade do alvo.

A presença de vapor e as mudanças de condição exigem atenção ao posicionamento. Um ponto escolhido apenas pela facilidade de montagem pode não entregar a informação desejada. Faça a avaliação óptica no local e estabeleça quais estados operacionais serão comparados, evitando misturar partida, regime estável e transições de produção.

Revestimento, calandra e acabamento

Defina a região da folha ou do equipamento que responde à pergunta de processo. No caso de faixas térmicas, é necessário entender onde o padrão aparece, se persiste e como se relaciona com os registros de qualidade. A equipe de processo deve participar da definição das referências e dos critérios para investigar uma diferença.

Ao avaliar uma solução fixa, considere o enquadramento da largura relevante e a velocidade da linha. Para os acionamentos do acabamento, mantenha uma rota mecânica separada. Essa divisão organiza a análise: um registro do comportamento da folha e outro da condição dos equipamentos que participam da etapa.

Utilidades e distribuição de energia

Ar comprimido, vapor, energia elétrica e sistemas auxiliares atravessam várias áreas da planta. Uma rota por utilidade ajuda a enxergar a rede de forma organizada, identificando o trecho, os consumidores atendidos e as condições no momento da inspeção. Para vazamentos pressurizados, avalie imagem acústica; para superfícies e isolamento, avalie termografia.

Não reúna todos os achados em uma única lista sem contexto. Um ponto de vazamento, um revestimento térmico degradado e uma conexão aquecida exigem validações e responsáveis diferentes. Classifique cada ocorrência pela utilidade e pelo ativo para encaminhar a avaliação técnica e planejar a intervenção adequada.

Celulose e equipamentos de apoio ao processo

Em unidades de celulose, construa a rota a partir do inventário dos equipamentos e dos acessos permitidos. Bombas, ventiladores, motores e conjuntos de transmissão podem entrar na avaliação térmica conforme suas condições. Em superfícies revestidas, a imagem mostra o comportamento da camada observada; a interpretação do que ocorre internamente exige conhecimento da construção e medições complementares.

Ambientes agressivos, áreas classificadas ou condições severas precisam ser considerados antes de levar o equipamento ao ponto. A seleção da câmera e dos acessórios deve acompanhar a aplicação concreta, os requisitos da unidade e a forma de trabalho prevista para a equipe.

Conversão, embalagem e expedição

Quando a unidade possui etapas de conversão e embalagem, inclua os acionamentos, sistemas pneumáticos e auxiliares relevantes no levantamento. A estratégia de inspeção deve considerar a variedade de máquinas, os turnos e as mudanças de produção. Pontos acessíveis e repetíveis facilitam acompanhar o mesmo componente ao longo das visitas.

O resultado esperado é uma visão organizada dos ativos selecionados: o que foi observado, qual condição merece investigação e qual ação ficou definida. Dessa forma, as informações das áreas finais podem integrar o programa de confiabilidade sem perder a identificação da máquina e da função do componente.

Nove aplicações na operação

Do perfil da folha às utilidades da planta

Defina o que observar, a decisão que o dado deve apoiar e a tecnologia adequada. Uma anomalia visual é um ponto de partida para investigação, com comparação entre ativos e condições equivalentes.

01

Perfil térmico da folha antes da calandra

Observe diferenças entre regiões da folha, sobretudo faixas frias persistentes, antes do acabamento. A inspeção ajuda a investigar desvios que merecem correlação com os parâmetros da linha. Avalie câmeras fixas com campo de visão e amostragem adequados; temperatura não é uma medição direta de umidade.

02

Uniformidade de aquecimento e secagem

Compare a distribuição superficial de temperatura entre zonas, ciclos e condições semelhantes de produção. Padrões fora da referência orientam a investigação do aquecimento e da secagem, sem estabelecer sozinhos a causa. Câmeras portáteis apoiam verificações pontuais; soluções fixas acompanham regiões definidas ao longo do tempo.

03

Mancais, motores e redutores

Procure assimetrias térmicas, aquecimento localizado e mudanças frente ao histórico do conjunto. Considere carga, rotação, lubrificação e ambiente ao comparar imagens. A Série T5xx pode apoiar rotas mecânicas; imagem acústica pode complementar aplicações de rolamentos. Combine achados com vibração e outros métodos de diagnóstico.

04

Painéis, conexões e acionamentos

Registre conexões, barramentos, proteções e acionamentos com comportamento térmico diferente dos componentes equivalentes. A inspeção portátil ajuda a documentar indícios para avaliação elétrica. Escolha lente e distância pela dimensão do alvo, com foco correto, acesso autorizado e os procedimentos de segurança elétrica da fábrica.

05

Ar comprimido e sistemas pneumáticos

Varra conexões, mangueiras, válvulas e pontos de consumo para localizar fontes ultrassônicas associadas a vazamentos pressurizados. Avalie Si2-LD ou Si2-Pro conforme o conjunto de tarefas. Registre o ponto, a condição operacional e a prioridade de reparo; depois reinspecione para verificar a intervenção.

06

Vapor e isolamento térmico

Observe a superfície de tubulações, conexões e revestimentos em busca de padrões compatíveis com perdas térmicas ou isolamento degradado. Uma câmera portátil ajuda a comparar trechos acessíveis. Superfícies metálicas refletivas e vapor no caminho óptico exigem cuidado; diagnóstico e avaliação de purgadores requerem medições complementares.

07

Bombas, ventiladores e auxiliares

Compare motores, mancais e carcaças de equipamentos que sustentam o processo. Mudanças térmicas podem direcionar a investigação de atrito, refrigeração ou condição de operação. Use termografia portátil para registrar tendências, interpretando as imagens junto com carga, vazão, pressão, vibração e histórico de manutenção.

08

Rotas e histórico de ativos críticos

Padronize os pontos, a identificação do ativo, o ângulo de inspeção e as condições de registro. Câmeras portáteis e softwares compatíveis ajudam a organizar imagens e relatórios. O histórico dá contexto ao achado e facilita comparar a condição antes e depois do reparo, com critérios de prioridade definidos pela equipe.

09

Pontos selecionados com câmeras fixas

Escolha alvos cuja frequência de observação justifique acompanhamento contínuo. Avalie câmeras radiométricas fixas, proteção ambiental, rede e software. Regiões de interesse e limites de alarme devem nascer de uma referência validada, com regras para registrar eventos, investigar desvios e encaminhar a resposta operacional.

Confiabilidade elétrica e mecânica

Transforme uma diferença térmica em uma investigação consistente

Uma imagem chama atenção para um padrão. A decisão de manutenção depende de entender o componente, sua função e as condições da medição. Esse cuidado permite que a termografia participe da rotina da fábrica com registros comparáveis e encaminhamentos claros.

Na inspeção elétrica

Identifique o painel e o circuito antes de registrar a imagem. Quando disponível e obtida por procedimento apropriado, a informação de carga ajuda a contextualizar a comparação entre componentes. Conexões, barramentos e acionamentos devem ser avaliados conforme acesso, visada e condições de segurança definidas pela unidade.

Um ponto mais quente merece investigação, mas sua cor na tela não estabelece sozinha a gravidade. Escala de apresentação, materiais, reflexos e condições de operação influenciam o que aparece na imagem. A classificação deve seguir o procedimento da equipe, considerando a criticidade do circuito e a validação elétrica necessária.

Associe a imagem térmica a uma fotografia de contexto e à identificação precisa do componente. Esse conjunto ajuda quem receber a ordem de serviço a localizar o achado. Após a intervenção, uma nova inspeção em condição comparável permite documentar a situação observada e atualizar o histórico.

Na inspeção mecânica

Para mancais, motores e redutores, procure mudanças frente ao histórico do próprio ativo e diferenças entre equipamentos de função semelhante. Registre rotação ou condição de funcionamento quando essas informações estiverem disponíveis. A tendência fica mais útil quando as imagens seguem um enquadramento e um ponto de observação definidos.

Uma superfície aquecida pode estar associada a várias condições, e a câmera não identifica automaticamente a causa. O achado pode orientar uma análise com vibração, lubrificação, dados da operação e outros recursos adotados pela manutenção. Evite atribuir um diagnóstico de falha somente ao formato ou à intensidade de uma mancha térmica.

Para aplicações acústicas em rolamentos, avalie os recursos do modelo e a possibilidade de obter registros nas condições reais do local. A combinação de métodos deve responder à pergunta do ativo e ajudar a decidir a próxima verificação, com uma interpretação técnica do conjunto das evidências.

Uma rota útil termina com um encaminhamento. Além de guardar a imagem, registre quem avaliará o achado, quais informações faltam e quando será feita a próxima verificação. O relatório deve ajudar a equipe a agir.
Monitoramento térmico da folha

Observe padrões antes da calandra

Câmeras fixas podem acompanhar regiões da folha e identificar faixas frias antes da calandra. Em um caso divulgado pela FLIR, o monitoramento térmico foi usado para investigar esse padrão e desenvolver uma resposta integrada ao processo após um período de validação.

Temperatura não é umidade. A câmera térmica não mede diretamente o teor de umidade da folha. Diferenças de temperatura podem estar relacionadas à umidade, ao revestimento e a outras condições. Essa relação precisa ser confirmada com o processo e outras medições.

O projeto deve considerar a largura da folha e o campo de visão, a distância, a resolução espacial e a velocidade da linha. Vapor, poeira e vibração influenciam a instalação; invólucro, proteção da óptica e acesso para manutenção também entram no dimensionamento.

Defina regiões de interesse, referências e limites de alarme com a equipe de processo. Famílias como A50/A70 podem ser avaliadas, mas interfaces com PLC e supervisório, processamento e recursos variam conforme a versão e a configuração. Valide os dados antes de habilitar qualquer ação automática.

Avaliar monitoramento da folha
Termograma FLIR de rolos em aplicação relacionada à fabricação de papel
Imagem térmica publicada pela FLIR. Exemplo visual de distribuição de temperatura em rolos; não representa medição direta de umidade da folha.
Projeto de monitoramento contínuo

Da região observada ao evento que merece atenção

Instalar uma câmera fixa é uma parte do projeto. A utilidade do sistema depende de escolher um alvo, obter imagens consistentes e definir o que acontece quando o comportamento sai da referência. Para papel e celulose, esse planejamento deve envolver processo, manutenção e automação.

01

Defina a pergunta

Descreva o fenômeno que a equipe quer acompanhar e a região onde ele pode ser observado. Pode ser uma faixa da folha ou um ponto selecionado de equipamento. Estabeleça também quando a imagem será válida: operação estável, determinado produto ou condição de carga.

02

Valide a instalação

Confira campo de visão, distância, detalhe do alvo e frequência de aquisição. Avalie vapor, sujeira, vibração e a forma de proteger e limpar a óptica. A câmera precisa manter a região observável sem criar dificuldade para a manutenção da instalação.

03

Construa a referência

Acompanhe o comportamento em condições conhecidas e organize os registros com a equipe de processo. Limites e regiões de interesse devem refletir a aplicação real. Trate transições de produção e situações de visada comprometida para evitar interpretar esses eventos como defeitos do produto.

04

Defina a resposta

Escolha como o evento será apresentado, registrado e encaminhado. Recursos de comunicação, software e interfaces dependem da câmera e da configuração. Antes de integrar ações ao controle do processo, valide a interpretação e o comportamento esperado do sistema.

O que levantar para dimensionar o sistema

Prepare informações sobre a largura da região, a distância disponível e a velocidade da linha. Acrescente fotos do ponto de instalação, obstáculos à visada e condições ambientais. Informe se a necessidade é visualizar uma tendência, registrar imagens radiométricas, gerar eventos ou integrar informações a outro sistema.

Também vale definir retenção dos registros, acesso dos usuários e disponibilidade da rede. A equipe responsável pelo sistema precisa saber como verificar a qualidade da imagem e como reconhecer uma instalação que perdeu a condição de observação. Esses requisitos ajudam a avaliar o conjunto de câmera, lente, proteção e software.

Por que realizar uma avaliação piloto

Um piloto permite verificar se o padrão procurado aparece de forma consistente no enquadramento escolhido. Organize amostras em condições normais e em situações conhecidas que mereçam análise, sempre com os registros do processo. Essa etapa ajuda a separar variações esperadas de eventos realmente úteis à equipe.

Defina critérios de aceitação antes de avaliar o resultado: cobertura da região, qualidade do registro, disponibilidade da imagem e utilidade do evento. O investimento deve ser orientado pela informação obtida e pela capacidade de utilizá-la na rotina, com escopo e responsabilidades claros.

Câmera acústica FLIR Si2-LD, vistas frontal e traseira
FLIR Si2-LD: solução a avaliar para vazamentos pressurizados e falhas mecânicas.
Câmera FLIR Si124 mostrando a localização de uma fonte sonora sobre a imagem visual
Exemplo ilustrativo da tecnologia com a FLIR Si124. A fotografia é desse modelo, não da Si2.
Imagem acústica

Localize perdas de ar comprimido com mais contexto visual

Conexões, mangueiras e válvulas distribuídas pela fábrica podem exigir uma busca demorada. A imagem acústica sobrepõe a localização da fonte sonora à imagem visual, ajudando a encontrar pontos para confirmação e reparo. Ruído, reflexões e distância devem ser considerados durante a inspeção.

A FLIR Si2-LD atende aplicações de vazamentos pressurizados e falhas mecânicas, incluindo avaliação de rolamentos. A FLIR Si2-Pro reúne essas aplicações e também detecção de descarga parcial. A avaliação elétrica exige procedimento e equipe capacitada.

Para utilidades, registre localização, pressão informada, condição de operação e identificação do componente. Estimativas de vazão e custo dependem dos recursos utilizados e dos parâmetros configurados; confirme as premissas antes de converter os achados em um plano de investimento.

Após o reparo, volte ao ponto para verificar a condição. A câmera acústica localiza fontes sonoras e não identifica a composição química do gás. O registro visual ajuda a organizar o trabalho, enquanto a validação em campo confirma a intervenção.

Conheça as câmeras acústicas FLIR →
Vídeo oficial · Teledyne FLIR

Veja como localizar vazamentos de ar comprimido

A detecção de vazamentos é uma aplicação relevante às utilidades de fábricas de papel e celulose. Neste vídeo do canal Teledyne FLIR, acompanhe o uso da imagem acústica para localizar fontes sonoras, ajustar a inspeção e organizar os registros dos pontos encontrados.

Canal Teledyne FLIR · Duração: 6 min 15 s · Áudio em inglês.

Modelo mostrado: FLIR Si124-LD Plus. A demonstração apresenta esse equipamento. Para avaliar Si2-LD ou Si2-Pro na sua fábrica, consulte os recursos e os critérios de seleção descritos nesta página.
Programa de vazamentos nas utilidades

Localizar, registrar, reparar e voltar ao ponto

A câmera acústica ganha valor dentro de uma rotina que acompanha o achado até a reinspeção. O programa pode começar por uma área delimitada, com responsáveis e uma forma simples de registrar as ocorrências.

Faça o levantamento por trechos

Organize a rede em áreas ou circuitos e defina um percurso. Durante a inspeção, identifique conexões, mangueiras, válvulas e demais pontos selecionados. A localização visual da fonte ultrassônica ajuda a documentar o componente, mas a confirmação do ponto deve considerar reflexões, obstáculos e outras fontes sonoras.

Associe cada ocorrência à identificação da máquina ou da linha atendida. Registre a condição de operação e a pressão informada quando aplicável. Um apontamento como “vazamento na produção” dificilmente orienta o reparo; uma imagem de contexto e uma identificação clara do componente tornam o registro mais útil.

Separe estimativa de resultado medido

Quando o recurso utilizado permitir estimativas de perda e custo, documente os parâmetros configurados. Horas de operação, custo considerado e pressão precisam ser coerentes com a instalação. O número apresentado pela ferramenta depende dessas premissas e não deve ser tratado como economia já realizada.

Encaminhe a intervenção

A equipe de manutenção deve avaliar o componente, o acesso e a necessidade de parada ou isolamento para executar o reparo. Defina a prioridade com base no contexto do sistema e na criticidade do consumidor atendido. O registro acústico apoia o planejamento, enquanto o procedimento da unidade determina como intervir.

Mantenha um identificador para ligar a imagem inicial, a ordem de serviço e a reinspeção. Caso o reparo seja adiado, preserve o motivo e a próxima revisão. Isso evita que a lista de ocorrências cresça sem mostrar quais pontos foram avaliados ou qual ação está pendente.

Feche o ciclo de acompanhamento

Após a intervenção, volte ao ponto em condição adequada para verificar o comportamento. Registre se a fonte foi eliminada, se permanece ou se exige investigação adicional. Ao comparar períodos, use dados coerentes da operação; alterações de demanda e de produção também influenciam os resultados das utilidades.

Indicadores para acompanhar: áreas inspecionadas, ocorrências confirmadas, reparos concluídos, pontos reinspecionados e reincidências. Esses dados mostram a execução do programa e ajudam a escolher o próximo trecho da rede.
Série T5xx · Rotas elétricas e mecânicas

Ergonomia e óptica para os alvos da sua fábrica

A Série T5xx da FLIR pode apoiar rotas em painéis, motores, mancais e redutores. A T540 oferece resolução térmica de 464 × 348; a T560, de 640 × 480. O bloco óptico rotativo ajuda a enquadrar alvos em diferentes alturas, mantendo uma posição de observação confortável.

Não selecione a câmera somente pela resolução. A combinação de lente, distância e tamanho do alvo determina os detalhes disponíveis para análise. Um campo de visão amplo pode facilitar a inspeção próxima; alvos pequenos e distantes exigem outra avaliação óptica. Confirme foco, faixa de medição e condições de acesso.

Para tornar a rota repetível, identifique o ativo, registre a carga e mantenha parâmetros de medição consistentes. Emissividade, temperatura refletida, ângulo e superfícies refletivas afetam a leitura. Compare equipamentos em condições semelhantes e documente o motivo de cada prioridade.

Imagens radiométricas preservam informação para análise posterior em softwares FLIR compatíveis. Confirme formatos, recursos e licenças para o fluxo de relatórios da equipe. A documentação deve conectar imagem, ativo, condição observada e próxima ação.

Explore as câmeras termográficas FLIR →
Exemplo do bloco óptico rotativo da Série T FLIR, ilustrado com a T530
Ilustração do bloco óptico da Série T com a T530. A seleção de T540 ou T560 depende dos requisitos da rota.
Exemplos de análise em campo

Três situações para orientar a conversa técnica

Os cenários abaixo ilustram como organizar uma investigação. São exemplos de trabalho, sem representar resultados obtidos em uma fábrica específica ou garantir um diagnóstico.

Uma faixa fria aparece na folha

Pergunta inicial: o padrão persiste na mesma região e na mesma condição de produção?

Registre a posição, o horário e os parâmetros disponíveis. Verifique se a visada permaneceu adequada e compare o comportamento com as medições de processo e de qualidade. A informação térmica ajuda a localizar e acompanhar o padrão, mas não determina diretamente o teor de umidade.

Próximo passo: reunir processo e automação para avaliar a repetibilidade do evento e definir se um monitoramento fixo pode entregar a informação necessária.

Um mancal difere do histórico

Pergunta inicial: as imagens foram obtidas em condições equivalentes de funcionamento?

Compare ponto de observação, carga, ambiente e parâmetros de medição. Revise os registros de manutenção e as informações disponíveis de lubrificação e vibração. A alteração térmica orienta a investigação; a conclusão deve considerar o conjunto das verificações.

Próximo passo: encaminhar o achado à manutenção responsável e estabelecer a necessidade de medição complementar ou de uma nova inspeção.

Uma conexão apresenta fonte acústica

Pergunta inicial: a localização corresponde ao componente observado ou existe outra fonte próxima?

Confirme o ponto por visada e método adequados, documente a conexão e relacione o registro ao circuito atendido. Caso existam estimativas de perda, preserve as premissas. A intervenção deve seguir as condições de acesso e o procedimento de isolamento aplicável.

Próximo passo: planejar o reparo e reinspecionar o mesmo ponto para atualizar a condição e encerrar o acompanhamento da ocorrência.

Seleção por aplicação

Qual tecnologia avaliar em cada necessidade?

A tabela orienta a conversa inicial. Modelos, acessórios, proteção, software e integração precisam ser dimensionados para o ativo e o ambiente da fábrica.

Necessidade da fábricaModelos ou tecnologia a avaliarCritérios de escolha
Rotas elétricas e mecânicasT540 / T560Lente, distância, dimensão do alvo, faixa térmica, ergonomia e documentação.
Folha e pontos contínuosCâmeras térmicas fixas dimensionadas; famílias A50/A70 a avaliarLargura, campo de visão, velocidade, proteção, regiões de interesse e integração.
Vazamentos pressurizadosSi2-LDDistância, ruído, acesso, pressão e requisitos de registro dos pontos.
Rotinas acústicas combinadasSi2-ProVazamentos, falhas mecânicas e descarga parcial conforme as tarefas e procedimentos.
Análise e documentaçãoSoftwares FLIR compatíveisFormatos radiométricos, relatórios, licenças e organização do histórico.
Histórico, software e equipe

Construa registros que a manutenção consegue utilizar

Uma estrutura simples para cada achado

Identifique unidade, área, máquina e componente. Acrescente data, condição de operação, imagem de contexto e registro térmico ou acústico. Quando houver medições ou estimativas, preserve os parâmetros utilizados. A equipe que recebe o relatório precisa compreender onde está o ponto e por que ele merece análise.

Separe a observação da interpretação. “Superfície com padrão diferente do histórico” descreve um achado; atribuir a ele uma causa específica exige evidências adicionais. Essa organização facilita revisar a análise, acrescentar informações e acompanhar a conclusão após a intervenção.

Os softwares FLIR compatíveis podem apoiar a análise e a elaboração de relatórios conforme o equipamento, os formatos e as licenças. Avalie o fluxo real da equipe: transferir arquivos, analisar imagens, padronizar apresentações e relacionar os resultados ao histórico do ativo.

Preparo para medir e interpretar

A qualidade do registro começa no campo. Foco, enquadramento, distância e parâmetros de medição precisam ser adequados ao alvo. Em termografia, materiais e reflexos interferem na leitura; em imagem acústica, a localização da fonte exige interpretação do ambiente. Treinamento e prática ajudam a construir uma rotina mais consistente.

Converse sobre treinamento ITC conforme a experiência e a necessidade dos profissionais. A Entrega Técnica Operacional também pode ser avaliada para orientar o uso da solução escolhida, com escopo alinhado ao equipamento e ao atendimento contratado.

Defina quem realiza a inspeção, quem analisa e quem decide o encaminhamento. Um programa não depende apenas da câmera: precisa de referências de medição, organização dos arquivos e comunicação entre operação e manutenção. A revisão periódica dos registros ajuda a ajustar a rota às necessidades da unidade.

Como começar

Quatro etapas para uma especificação consistente

01

Identificar o desafio

Escolha o ativo ou processo e descreva a pergunta que precisa ser respondida. Defina o que caracteriza um achado útil.

02

Mapear condições

Levante distâncias, acessos, velocidade, ambiente e operação. Para instalações fixas, inclua rede, energia e proteção.

03

Comparar tecnologias

Avalie termografia portátil, monitoramento térmico fixo e imagem acústica conforme a informação necessária e a rotina da equipe.

04

Planejar a validação

Estabeleça referências, critérios e um período de avaliação. Prepare a equipe para registrar, interpretar e encaminhar os resultados.

Planejamento inicial da fábrica

Comece por um escopo que possa ser acompanhado

Para iniciar ou ampliar um programa, escolha uma área, uma utilidade ou uma família de ativos. Um escopo definido permite verificar a qualidade dos registros, organizar a resposta da equipe e ajustar a rotina antes de expandir a cobertura.

Selecionar os pontos

Liste os ativos e a pergunta de cada inspeção. Considere criticidade, histórico, acesso e condição operacional. Identifique os pontos que podem ser observados de forma repetível e aqueles que dependem de uma avaliação específica de instalação ou segurança.

Estabelecer a referência

Documente os registros iniciais em condições conhecidas. Anote o que deve acompanhar cada imagem e quais situações tornam a comparação inadequada. A referência deve ser compreensível para outros profissionais, permitindo continuar a rotina sem depender de uma única pessoa.

Encaminhar os achados

Defina critérios de avaliação e responsáveis. Relacione a ocorrência à ordem de serviço ou ao processo usado pela fábrica. Estabeleça como registrar pontos pendentes, intervenções concluídas e necessidade de medição complementar.

Revisar e ampliar

Avalie se a equipe conseguiu localizar os pontos, interpretar os registros e acompanhar as ações. Revise o percurso e o padrão do relatório. A expansão deve considerar a capacidade de manter esse acompanhamento e as prioridades reais da unidade.

Informações para conversar com a Metrology: tipo de fábrica e processo, ativos ou regiões de interesse, objetivo da inspeção, distâncias, condições ambientais, experiência da equipe e necessidade de documentação ou integração. Com esse contexto, fica mais claro quais tecnologias e recursos avaliar.
Perguntas frequentes

Termografia e imagem acústica em papel e celulose

Como a termografia ajuda na indústria de papel e celulose?

Ela permite observar padrões de temperatura superficial em ativos, utilidades e regiões do processo. Rotas portáteis e monitoramento fixo ajudam a documentar tendências e direcionar investigações sobre disponibilidade, aquecimento e perdas térmicas. A interpretação depende das condições operacionais e dos critérios de medição.

Uma câmera térmica mede a umidade da folha?

Não diretamente. A câmera registra radiação infravermelha e estima temperatura superficial conforme os parâmetros de medição. Uma diferença térmica pode estar relacionada à umidade, mas precisa ser correlacionada com medições e condições do processo antes de sustentar decisões sobre a folha.

Câmeras fixas podem monitorar a máquina continuamente?

Sim, pontos e regiões selecionados podem ser acompanhados continuamente em uma instalação dimensionada para esse objetivo. Cobertura, frequência de aquisição, proteção, comunicação e alarmes dependem da câmera e da arquitetura. Monitorar uma região não significa cobrir automaticamente toda a máquina.

A Série T também é indicada?

A Série T5xx pode ser avaliada para rotas elétricas e mecânicas. T540 e T560 oferecem diferentes resoluções térmicas. A escolha considera lente, tamanho do alvo, distância, faixa de temperatura, ergonomia e documentação, além dos pixels do detector.

Como localizar vazamentos em uma fábrica ruidosa?

Câmeras acústicas apresentam a localização de fontes sonoras sobre a imagem visual. A inspeção usa recursos e faixas adequados para investigar vazamentos pressurizados apesar de parte do ruído industrial. Distância, reflexões, obstruções e outras fontes ultrassônicas influenciam o resultado; confirme o ponto encontrado.

Quando escolher Si2-LD ou Si2-Pro?

Avalie Si2-LD quando o foco for vazamentos pressurizados e aplicações de falhas mecânicas. Si2-Pro acrescenta detecção de descarga parcial a esse conjunto. O modelo depende das tarefas reais da equipe, dos procedimentos elétricos e dos recursos necessários para registrar e analisar os achados.

É possível inspecionar com a linha em operação?

Muitas verificações térmicas e acústicas podem ser realizadas durante a operação quando há visada, acesso e condições seguras. A análise de risco e os procedimentos da fábrica definem a viabilidade. Não remova proteções nem se aproxime de partes móveis para obter uma imagem.

Como solicitar uma solução à Metrology?

Preencha o formulário com o desafio, o ativo ou etapa do processo e as condições disponíveis. Informe distâncias, velocidade da linha, ambiente e integração desejada quando aplicável. A equipe pode orientar as tecnologias a avaliar e os próximos passos de especificação.

Qual a diferença entre uma câmera portátil e uma câmera fixa?

A portátil acompanha o profissional em rotas e verificações pontuais. A fixa observa uma região definida em uma instalação preparada para essa função. Escolha conforme a frequência necessária, o alvo e a forma de usar os registros. Uma solução fixa exige planejamento de óptica, proteção, comunicação e resposta aos eventos.

Como escolher a lente para a inspeção?

Informe a distância disponível e o tamanho do detalhe que precisa ser observado. A lente deve enquadrar a região e entregar resolução espacial adequada ao objetivo. Verifique a possibilidade de foco e o acesso ao ponto. Para folha em movimento, inclua largura e velocidade na avaliação do conjunto.

Como organizar um programa de vazamentos de ar comprimido?

Divida a rede em trechos, identifique os consumidores e registre os pontos confirmados com imagens e contexto. Encaminhe os reparos conforme o procedimento da fábrica e volte aos pontos após a intervenção. Acompanhe ocorrências, reparos e reincidências; estimativas de custo dependem das premissas e não equivalem a economia já obtida.

Quais informações devem entrar no relatório?

Inclua identificação do ativo e do componente, data, condição operacional, imagens de contexto e parâmetros relevantes. Descreva o achado e diferencie a observação da hipótese de causa. Registre o responsável pela avaliação, a ação definida e a condição após a reinspeção, preservando a ligação com a ocorrência inicial.

É possível integrar imagens térmicas ao supervisório?

A integração deve ser avaliada conforme a família, a versão da câmera, o software e a arquitetura utilizada. Defina quais informações precisam ser transmitidas, como serão apresentadas e quem responderá aos eventos. Interfaces e recursos variam; a compatibilidade deve ser confirmada no dimensionamento do projeto.

Como começar sem inspecionar toda a planta de uma vez?

Escolha uma área, uma rede de utilidade ou uma família de ativos com objetivo definido. Construa referências, organize os registros e acompanhe as ações antes de ampliar a cobertura. O escopo inicial deve permitir verificar a qualidade da inspeção e a capacidade da equipe de usar as informações obtidas.

Fale com a Metrology

Vamos avaliar o desafio da sua fábrica?

Conte qual ativo, utilidade ou etapa do processo precisa de mais visibilidade. Nossa equipe ajuda a avaliar a tecnologia FLIR e as condições de aplicação.

Informe sua cidade e seu estado.
Informe o nome da empresa.
Informe somente números, com DDD.
Como podemos ajudar?
Descreva sua necessidade para direcionarmos o atendimento.
Atendimento técnico · Depois da especificação

Da escolha da câmera ao preparo da equipe

A Metrology apoia a seleção da câmera e dos acessórios conforme o objetivo da inspeção. Converse também sobre treinamento ITC e Entrega Técnica Operacional para preparar a equipe para a solução escolhida.

Apresente o cenário da fábrica, os ativos e a documentação desejada para planejar os próximos passos de avaliação e implementação.